Estado existencial de hoje
O que me incomoda verdadeiramente é a ausência de vida por todo o lado.
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O que me incomoda verdadeiramente é a ausência de vida por todo o lado.
A transformar desafios em propósitos.
O fim da racionalidade é que irá ditar o fim do mundo, não o desaparecimento dos seres humanos do planeta Terra.
Na passada quarta-feira morreram em Portugal 721 pessoas. Nunca morreram tantas pessoas em Portugal num só dia, pelo menos desde que há registos.
Para terem uma ideia, num dia normal de Inverno, sem ser durante uma vaga de gripe, morrem habitualmente 370 pessoas, ou seja na quarta-feira morreram praticamente o dobro.
Destas 721 pessoas, 221 foram com Covid, o que significa que 500 foram por outras causas. 500 pessoas mortas por outras causas é uma absoluta enormidade, uma hecatombe, uma desvastação.
Morre-se de Covid, mas também morre-se muito, imenso da falta de tratamento por causa do Covid: operações que não estão a ser realizadas, de consultas que foram desmarcadas, de urgências adiadas ou então de cuidados que pura e simplesmente não puderam ser prestados, porque já não havia capacidade.
As urgências não foram fechadas, mas se falares com qualquer médico que trabalhe num hospital ele diz-te duas coisas: a primeira é para não adoeceres, a segunda coisa é que os doentes que estão a chegar às urgências chegam num estado de doença muito avançado, muitas vezes doenças não Covid.
Excerto do podcast Não nos enganem mais, a situação é mesmo dramática
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