Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Sereia Louca

Sereia Louca

03
Abr19

O dia que mudou a minha vida

Miss X

Imagem relacionada

Como já aqui tinha referido, o meu processo de minimalismo não começou pelos objectos. Achei que o meu prazer pelo desapego deveria começar não pela materialização, mas pela abstracção.

 

Quando alguém começa o minimalismo pelos objectos, conseguirá desfazer-se deles rapidamente, mas o mesmo não se passa com as abstracções. Essas têm de ser arrancadas de nós por nós, o que implica uma disciplina férrea, porque afinal estaremos a destralharmo-nos, a desocupar-nos.

 

O excesso de abstracções começa por uma necessidade constante de nos mantermos sempre ocupados, mesmo nos dias em que podemos simplesmente fazer nada. O tempo para pensar torna-se inconveniente. O tempo para se estar é sempre inoportuno. Deixa de haver tempo para se ser. Não nos concedemos autorização para parar.

 

E como consequência, o consumo do virtual torna-se excessivo em detrimento do real.  Ostenta-se a alienação e o desperdício do ser como burgueses que se acham ricos de nada e de vazios. 

 

A energia vital perde-se em tanto, que nada resta para o pouco que precisamos.

O dia que mudou a minha vida foi quando percebi que o pouco era o tanto que sempre quis.

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Criaturas marinhas

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D