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Sereia Louca

Sereia Louca

07
Dez19

O yoga tem invertido o espectro da minha inquietude

Miss X

Não me canso de escrever sobre o salamba sarvangasana, um dos meus asanas favoritos, que me tem ajudado a ver de forma inversa. No contrário das coisas tenho visto exactidão na sua dissonância e o avesso voa em concordância.

Neste asana o coração ganha uma nova posição, fica acima da cabeça e a emoção fica também ela pensativa, despertando o kundalini adormecido, a energia primeva que se esconde na base da espinha dorsal.

Espalham os ventos incautos que o salamba sarvangasana abre o visuddha que se acredita ser o centro purificador do corpo que acorda a criatividade para o mundo lá fora.

Se o movimento do meu corpo está a criar um mito dentro de mim estarei então a transformar-me numa criatura mitológica, híbrida, que se recusa a ter uma só natureza, em constante metamorfose, almejando o infinito de uma alegoria.

18
Jul19

A tranquilidade é a essência da prática

Miss X

Quando comecei a minha prática de yoga no áshrama a minha maior expectativa era a tranquilidade e, como todas as expectativas, pensei que seria mais uma a ser defraudada.
Mas não.
Encontrei-a até em pequenos detalhes que nunca pensei serem importantes para a prática, não só na ausência de ruído, mas também na intensidade da luz, na temperatura e em pequenos outros pormenores da sala. 

A tranquilidade é, de facto, a essência da prática e, sem ela o yoga não é yoga.

É outra coisa qualquer.

10
Jul19

Mudei a minha prática de yoga

Miss X

O tempo passa.

Ontem contei os anos.

Pratico yoga há cinco.

De forma intermitente e dispersa.

O primeiro dia de prática é uma memória que ainda guardo.
Um grupo de apenas três pessoas e muita curiosidade por uma prática milenar que nos iria partir os ossos todos, dizíamos a rir.
As minhas manhãs de domingo transformaram-se nas melhores manhãs da semana.

Contingências da vida levaram a minha prática para outros locais, mas nunca mais consegui encontrar a mesma boa energia destes primeiros tempos.

O yoga que viria a praticar - ou os "yogas", no plural, como gosto de lhes chamar - tornou-se numa mescla de vários tipos de yoga, com diferentes linhas orientadoras, muito longe do tradicional que sempre quis. O ambiente da prática era de ginásio - demasiado ruído, demasiada luz, demasiado suor das aulas anteriores, demasiadas pessoas.

Desaprendi a essência do yoga.

Este ano, imbuída do espírito minimalista, decidi levar a minha prática mais além.

Abandonei o ginásio em definitivo e optei por um áshrama onde o yoga é, de facto, respeitado e equilibrado, não só ao nível da prática, com as 14 disciplinas, mas também pelo silêncio.

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